REYNALDO GIANECCHINI DIZ QUE NÃO É GAY , MAS SIM, PANSEXUAL: – ME CONSIDERO TUDO AO MESMO TEMPO


O astro ainda relembrou o ano de maior assédio de sua vida ao participar de Laços de Família

Após uma entrevista que bombou em 2019, Reynaldo Gianecchini abriu o jogo novamente sobre a sua sexualidade. O astro, que recentemente assumiu os fios brancos , conversou com a agência de notícias EFE e logo disse:Nunca quis levantar nenhuma bandeira. Acredito na liberdade de ser o que cada um quiser ser. Acredito que todo mundo tem muitos lados dentro de si mesmo e que a sexualidade reflete muito isso. Não tenho medo de olhar além. Eu não me encaixo em nenhuma definição.
Em seguida, informou que não se considera gay:

Dizem que sou gay, mas não me considero assim. Eu me considero tudo ao mesmo tempo. Se existir uma palavra para mim, então é pan [pansexual], porque pan é tudo.
Além disso, em conversa com a colunista Patrícia Kogut, o ator relembrou como foi a estreia de Laços de Família , trama de 2000, em que viveu Edu. Para ele, a sensação foi bem ruim ao assistir a si próprio na televisão:

Todo mundo combinou de se encontrar para assistir ao primeiro capítulo. Eu falei: Gente, não, pelo amor de deus, preciso ver sozinho no meu quarto de hotel. Não tenho condições emocionais de estar com ninguém nesse momento. Aí começou a novela, achei superbonita. Quando meu personagem entrou, fui afundando na cama. Disse: Minha voz é assim? Não vai dar certo. Quando terminou, achei que nunca mais ia levantar da cama. Eu pesava 300 quilos. Pensei:  Não dou para a coisa, não tem jeito, não sei como faço. Vou ligar e falar que não vou mais amanhã.Fiquei muito mal, me criticando demais. Realmente achando uma m *** ao trabalho. Então, o telefone começou a tocar, conforme as pessoas achando tudo incrível. E eu chorando, como se de fato não merecesse nada daquilo. Começou assim, nesse meu dilema total. De falar: Meu deus, acho que não dou conta disso. Mas já tinha aceitado, não tinha nada a fazer a não ser todo dia respirar fundo, entrar no estúdio e dar o meu melhor.
Aos 28 anos de idade, ele havia feito sua primeira aparição na TV com uma novela e causou muito impacto por sua beleza. Mesmo assim, Gianecchini não tinha noção da repercussão positiva:

Eu nunca fui padrão de beleza. Nunca fui aquele cara que sai na rua e todo mundo fala: Nossa, que cara lindo. Claro que não. Eu me achava um cara legal, bacana. Alguém boa praça, que tentava ser simpático com as pessoas e tinha um jeito afetuoso. Me achava ok. Eu não tenho nada que se considere uma beleza gritante. Por exemplo, olho azul, boca grande. Meu rosto é normal, tenho cabelo castanho, olho castanho, boca normal. Tanto que a frase que mais ouvi na minha vida foi:  Nossa, fulano é muito parecido com você.Então, até aquele momento, eu não era um padrão de beleza, um símbolo sexual, imagina. Quando fui para a novela, não esperava nada. Acredito que o sucesso do personagem e esse assédio todo têm a ver com a fantasia que a TV exerce. Olho as chamadas da novela e vejo que a história era irresistível mesmo. Aquele jovem bonitinho ali, com essa fantasia em torno do personagem, que era um príncipe.
Ele lembrou de uma festa de réveillon a qual teve que ir embora, já que muitos fãs o encurralaram:

Foi o ano de maior assédio da minha vida. Havia hipóteses na vida particular que me deixavam muito nervoso. Eu não estava acostumado. Tenho uma natureza reservada.
Em outro episódio inusitado, um anos após Laços de Família , o astro relembra quando iria viver Tony em Passione e, para fazer uma pesquisa para o seu papel, quis visitar uma tia que morava no interior de São Paulo:

Tinha uma tia muito velhinha, ela já até morreu. Ela guardava as coisas da família, fotos … Quis olhar porque ia fazer um italiano. Aí uma vizinha me viu entrando. Fui superdisfarçado. Quando percebi, parecia show de rock. A rua inteira tomada. As pessoas definem a invadir a casa dela, pular pela janela. Minha tia chorando. Foi uma coisa horrorosa. Fiquei desesperado. Liguei para a polícia, que me resgatou e me pôs no camburão. Eles me ficaram esperando na delegacia até achar um próximo voo. Foi uma história quase traumatizante.