Membros do PCC presos no Paraguai queriam roubar banco no Brasil

Membros da maior facção criminosa do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC), presos na noite da última terça-feira (23) em um lava-rápido, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, planejavam roubar uma agência bancária no Brasil nos próximos dias. Ao todo, 14 integrantes da organização, que fariam parte do plano foram capturados. As informações foram levantadas pela Polícia Federal e pelo governo paraguaio. 

Conforme a polícia paraguaia, todos os presos possuem antecedentes criminais por tráfico de drogas e armas. Entre eles está Weslley Neres dos Santos, o “Bebezão”.  Dos 14 presos no lava-rápido, seis são brasileiros. Na tarde desta quarta-feira (24), eles foram extraditados para o Brasil e transferidos para a Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. 

A polícia afirma que “Bebezão” foi escolhido há poucos meses pela cúpula da facção para coordenar a logística do crime organizado na fronteira entre Brasil e Paraguai. “Ele é membro do PCC, com o intuito de ocupar aquele espaço territorial que é um espaço importante para a facção criminosa na questão do tráfico de drogas e também na questão de ter acesso a armamentos para fazer assaltos”,  explicou Elvis Secco, delegado da Polícia Federal

Weslley Neres dos Santos usava uma carteirinha de estudante de medicina da Universidad Central del Paraguay. Segundo o governo paraguaio, essa era uma maneira de circular pelo país sem levantar suspeitas, estratégia que, até então, era inédita para a polícia. 

Antes de “Bebezão”, quem ocupava a função de “gerente do PCC” na fronteira era Giovani Barbosa da Silva, o Koringa, preso pela Polícia Federal em janeiro deste ano também em Pedro Juan Caballero. Desde 2016, com a morte do narcotraficante Jorge Raafat, a facção brasileira domina a região. 

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Foto: Divulgação

*Com informações do site SBT News