Ministério Público denuncia Jairinho por torturar filha de ex

O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou nesta sexta-feira (30) o médico e vereador do Rio Dr. Jairinho por tortura contra a filha de uma ex-namorada do parlamentar.

As agressões contra a criança aconteceram entre os anos de 2011 e 2012, segundo o MP.

“Tem-se que o denunciado batia com a cabeça da vítima contra diversos lugares, chutava e desferia socos contra a barriga da criança, além de afundá-la na piscina colocando seu pé sobre sua barriga, afogando-a, e de torcer seu braço”, diz a denúncia.

Mais cedo, a Polícia Civil anunciou o indiciamento e o pedido de prisão de Jairinho pelo mesmo suposto crime.

Em entrevista coletiva, o delegado Adriano Marcelo França, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) afirmou que a criança tinha pavor e pânico ao ver o carro de Jairinho. A prisão preventiva do investigado foi solicitada à Justiça.

“A figura do doutor Jairinho trazia lembranças das agressões. Ela ficava segurando na perna da avó para não ir ao encontro do Dr. Jairinho. Quando os familiares identificaram a ânsia de vômito e o pânico na criança, ela foi afastada do convívio de Jairinho. A criança foi praticamente criada pela avó por questões familiares”, disse o responsável pela investigação.

Os investigadores conseguiram provas documentais a partir dos relatórios médicos de hospitais para onde a criança foi levada na época das agressões. Ao todo, foram quatro laudos obtidos para serem usados como provas.

As investigações começaram na 16ª DP (Barra da Tijuca), onde ainda são apuradas as circunstâncias que envolvem a morte do menino Henry Borel. No entanto, por se tratar de outro inquérito, o trabalho foi transferido à Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV).

Na época da apuração do caso do menino Henry Borel, o pai da vítima, Leniel Borel recebeu uma mensagem de uma ex-namorada de Dr. Jairinho.

“Eu fui negligente por não ter feito nada quando isso aconteceu com a minha filha(…) Ela tinha a idade do seu pequeno, 4 anos, e eu me culpo todos os dias da minha vida”, escreveu a mulher, que iniciou a nova investigação junto à polícia.

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Foto: Reprodução

Por Matheus Rodrigues, G1 Rio