Profissionais da educação de cidades no interior do AM são vacinados contra a Covid-19

A vacinação de profissionais da educação no interior do Amazonas teve início nesta segunda-feira (17). O G1 acompanhou o início da vacinação no município de Iranduba, distante 27 quilômetros de Manaus.

Segundo governo, inicialmente, serão imunizados 4,9 mil trabalhadores de sete municípios da região metropolitana. A imunização está sendo realizada porque as aulas devem retornar na quarta-feira (19), de forma híbrida, no interior do Estado.

Segundo o governador do Amazonas, Wilson Lima, a medida está em consonância com a decisão da juíza da 1ª Vara da Federal do Amazonas, Jaiza Fraxe, que determinou que a União encaminhe 40 mil doses extras de vacinas contra a Covid-19 para imunizar professores.

“Inicialmente, vamos trabalhar com sete municípios, mas nossa expectativa é que até o final deste mês, 20 municípios do Amazonas estejam com todos os profissionais imunizados. Estamos utilizando inicialmente, 9,8 mil doses e estamos esperando a remessa de outras 40 mil que serão feitas pelo Governo Federal de acordo com a decisão judicial. Tudo isso é importante para que possamos voltar as nossas aulas de forma segura, os números são favoráveis aqui no Amazonas, sobretudo no interior, mas é importante termos a garantia da vacinação que é a arma mais poderosa que temos contra a Covid-19”, disse Lima.

A professora Raimunda Oliveira, de 57 anos, atua na rede estadual e municipal. Ela se sentiu aliviada após receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19.

“Agora me deu um alívio, a princípio era nervosismo, mas agora estou aliviada e muito feliz. Uma maravilha voltar para minha sala, abraçar os alunos, vai ser maravilhoso”.

O secretário de Educação do Amazonas, Luís Fabian Barbosa, disse que dos 26 mil servidores do Estado, 10 mil já foram vacinados, isso porque alguns professores possuem comorbidades e outros se incluem na faixa etária que já foi vacinada. Ele explicou que a imunização de trabalhadores da educação contra a Covid-19 começa pelo interior por conta do retorno das aulas de forma híbrida – virtual e on-line – nos municípios.

“O retorno será híbrido, as turmas divididas em dois grupos. Um dia será o grupo A presencial, enquanto o grupo B vai estar acompanhando as atividades remotas da aula em casa em todas as suas estratégias, seja vídeo ou por acesso às plataformas, utilizando o material impresso que foi distribuído. Os professores foram treinados para seguirem os protocolos em todas as escolas. Fizemos instalações sanitárias com equipamentos necessários. A escola é um ambiente controlado, onde não há aglomeração”, afirmou.

Aulas em cidades afetadas por cheia

Em relação às áreas alagadas, o secretário de Educação disse que algumas escolas estão sendo utilizadas como abrigos por pessoas que foram prejudicadas pela enchente. Segundo Barbosa, a Seduc terá que desenhar um calendário especial para que as aulas reiniciem.

O professor Kennedy Souza, de 39 anos, da rede municipal de Iranduba, também estava na fila para ser vacinado.

“Uma alegria poder estar passando por esse momento de vacinação, principalmente para nós professores. Sabemos da dificuldade das situações, principalmente desse atendimento das crianças via internet. É uma esperança de que possamos voltar logo, estar junto aos nossos alunos na sala de aula, presencial. Agradecemos aos pais, que por esse intermédio, temos alcançado os alunos. Mas fica difícil, pois sabemos que muitos pais não conseguem ter essa atenção com seus filhos e, nós, como escola, não estamos próximos aos nossos alunos, que podem ter uma compreensão maior do objetivo que queremos com eles”, comentou.

Desde o dia 5 de março, está facultado o retorno das aulas na rede privada.

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Texto e Foto: Eliana Nascimento/G1