Defesa pede revogação de prisão de empresário Nilton Costa Lins Júnior, preso em operação da PF em Manaus

A defesa do empresário Nilton da Costa Lins Junior informou que entrou com um pedido de revogação da prisão temporária dele na Justiça, nesta quinta-feira (3). Ele foi um dos presos pela Polícia Federal durante a quarta fase da Operação Sangria, que investiga irregularidades no aluguel do complexo hospitalar usado como hospital de campanha, e atirou em policiais no momento da prisão.

Junto com o secretário de Saúde, Marcellus Campêlo, que também foi preso durante a operação, Nilton da Costa Lins Júnior foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória Masculino II (CDPM II) em Manaus. Inaugurado em 2017, o local recebe presos com curso superior. Os outros presos foram levados para Centro de Detenção Provisória Masculino I

A advogada de defesa do empresário, Paula Sion, disse ao G1 que o pedido de revogação da prisão temporária de Nilton da Costa Lins Junior foi protocolado com a argumentação de que as diligências da Polícia Federal já foram concluídas e as oitivas foram todas realizadas ainda na quinta-feira (2). Com isto, a defesa acredita que não há mais motivo para a prisão ser mantida.

A defesa de Lins informou que o pedido de revogação da prisão temporária do empresário foi protocolizado de forma digital na ação cautelar do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Sion afirmou ainda que a defesa ainda não teve acesso ao processo.

“Estamos no aguardo da decisão do Ministro Falcão, inclusive sobre a liberação do acesso dos autos da cautelar para a defesa, que não foi facultado até o presente momento”, disse a advogada Paula Sion.

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Foto: Divulgação/Universidade Nilton Lins

Por Patrick Marques, G1 AM